sábado, 17 de setembro de 2011

A Interpretação Econômica da história

  

    Estaremos refletindo aqui sobre as reflexões realizavadas por Raymond Aron no seu livro " O marxismo de Marx ".

  No texto do prefácio de "Crítica da economia política", habitam as idéias essenciais da interpretação econômica da história, entretanto, a noção de classes e o conceito de luta de classes aperecem aqui explicitamente.
   Segue abaixo as posições do prefácio do livro supracitado:

1. Os homens entram em determinadas relações necessárias e que são independentes de sua vontade. Relações sociais que se impõem ao indivíduo.

2. A sociedade se divide em: Infra-estrutura e Superestrutura. Como Infra-estrutura compreende, essencialmente, forças e relações de produção e, quanto, a Superestrutura, figuram as instituições políticas, mesmo tempo que as maneiras, as ideologias e as filosofias. Base Econômica: Infra-estrutura e Superestrutura.

3. O propulsor do movimento histórico é a contradição, em certos momentos do devir, entre forças e relações de produção. A dialética da história se constitui prlo movimento das forças produtivas.

4. Na contradição entre forças e relações de produção é fácil introduzir a luta de classes.

5. A dialética das forças e das relações de produção sugere uma teoria das revoluções. De fato, nessa visão da história, as revoluções não são acidentes políticos,  mas expressão de uma sociedade histórica. Marx entendia que como no seio da sociedade feudal desenvolveu o capitalismo, a nossa sociedade poderia e deveria passar do capitalismo para o socialismo.

6. Não é a consciência dos homens que determina a realidade, mas é a realidade que determina sua consciência. Daí, então, uma concepção de conjunto, segundo a qual se deve explicar a maneira de pensar dos homens pela relações sociais em que estão integrados. 

7. O último tema: Marx fez o esboço das etapas da história humana.

     Marx distinguiu as etapas históricas humana a partir dos regimes econômicos, ou modos de produção, que denominou como: asiático, antigo, feudal e burguês. Que, por sua vez, se distinguem em dois blocos.
      De um lado o bloco que podemos designar aqui como do Ocidente, ou seja, Antigo, Feudal e Burguês.
  • Antigo - caracterizado pela escravidão
  • Feudal - caracterizado pela servidão
  • Burguês - caracterizado pelo assalariado.
        O outro bloco é a asiático (Oriente)
  • Este não parece definir-se pela subordinação dos escravos, dos servos ou assalariados a uma classe possuidora dos instrumentos de produção, mas pela subordinação de todos os trabalhadores ao Estado. Sendo assim, a estrutura social não estaria caracterizada pela luta de classes, no sentido ocidental do termo, mas pela exploração da sociedade inteira pelo Estado ou pela classe burocrática.
     É bom ressaltarmos aqui que Lenin temia uma revolução socialista que desembocasse não no fim da exploração do homem pelo homem, mas no modo de produção asiático.
 
      Sendo assim, poderia se dizer que não há unidade no processo histórico? Se o modo de produção asiático caracteriza uma civilização distinta da ocidental, há a probabilidade de diversas linhas de evolução histórica de acordo com os grupos humanos. 


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